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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Uma carta para a minha ex-sempre-namorada

Hoje li um texto na rede social e não tive como conter a emoção. Ele é uma mistura de sentimentos e não há uma pessoa se quer que não vá se identificar com as palavras compartilhadas. Vale muito a pena ler. Um dos melhores textos que já li. 
Compartilho com vocês essa carta.



Uma carta para a minha ex-sempre-namorada - Frederico Elboni

Hoje, sentado na varanda da minha casa me lembrei de uma ex namorada minha. Ou de todas. Pensativo, cultivei em mim todas as saudades que elas ainda me cedem e resolvi sorrir com isso. Como sempre faço quando lembro de como é gostar de alguém.

Hoje talvez exista outro cara dividindo a cama contigo, contando as mesmas piadas que eu te contava e mordendo o lóbulo da sua orelha – ainda se morde lóbulos de orelha? Na verdade, eu sei que existe, mas só quis criar uma hipótese para parecer mais descolado. De qualquer forma, só espero que ele saiba o quão você gosta de café, e assim, apreciar o charme que é você segurando a xícara com as duas mãos como se estivesse protegendo a Rainha da Inglaterra. Espero também que ele tenha noção de como você não gosta quando te mordem muito forte. E, claro, que ele saiba como você gosta de fazer sexo em lugares inusitados. Quer dizer, acho que essa parte ele nem precisa saber.

Talvez, se hoje eu te conhecesse de novo, ficaria contigo mesmo se você fumasse dois maços de Derby. Por dia. Não porque eras linda e me chupava com aquele olhar de “te devoro”, mas porque depois de viver um pouco enalteci as qualidades que você tinha. Coisas da vida. Que, como sabes, não me arrependo. Eu tinha que viver, viajar e me despertar à vida. Você sabe que era o melhor pra mim e, esse respeito que você teve pelo meu momento é, com certeza, um dos meus maiores motivos de orgulho de ter sido teu namorado.  Por mais que eu não tenha pintado a bunda de vermelho e declamado nosso amor em rede nacional, saiba que, no auge das minhas poucas palavras você pintou de mão colada comigo um pouco da minha história. 

Espero que lembres de mim como lembro de ti, dos detalhes, das viagens e, claro, das roupas e sapatos que eu tanto reclamava. Lembra como eu era pentelho? Eu mudei um pouco, mas admito, continuo achando pés algo de seres de outro planeta. E sim, também continuo achando que uma minissaia perde seu charme quando o intuito é convencer alguém, somente com aquilo, que ali existe um mulherão.

E, acredite se quiser, ainda guardo todas as nossas fotos. Não por algum motivo especial, ou por devaneio louco, mas porque acho gostoso lembrar das nossas histórias e pontuá-las como fases necessárias em uma vida de momentos tão felizes. Espero que guardes também. Mas, se não o fizer, pelo menos não as jogue fora, revelei todas com tanto carinho…

Então, hoje no auge do meu pouco afeto, te digo: nunca vou te esquecer. Até porque não tenho problema de memória. Você me ensinou tanta coisa, a ser um homem mais sorridente e feliz por curtir os pequenos prazeres da vida. Queria ter curtido mais você, confesso, ter lhe dado mais atenção e me preocupado menos com o trabalho. Mas talvez, esse texto seja um pouco do que eu tanto quis pra mim. Espero que estejas com orgulho de mim.

Saiba que meu beijo continua doce, meu sorriso espraiado e meu puxão de cabelo com a mesma firmeza de sempre – dizem. E como sei que você gostaria de saber: sim, ainda durmo rente a parede e ocupo metade da cama. Ainda gosto do frio e ligo o ar no mais gelado só para camuflar-me por baixo das cobertas. Ainda falo gesticulando com as mãos e gosto de brincar de lutinha todos os domingos de manhã. E, claro, ainda pareço uma criança quando fico doente.

Eu que sempre fui poeta da minha própria vida, espero sempre guarda-te na estante dos meus melhores feitos. E, que ao final desse texto, você sorria. Sem medo de eu estar te vendo. Só sorria com simples objetivo de saber que os nossos momentos serão sempre nossos. A gente foi um sonho que passou, mas seremos sempre uma lembrança-sorriso dentro dos nossos, um dia juntos, corações.



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Quem ama trai? A resposta lhe surpreenderá.

O casal entrou em nossa sala de atendimento. O marido trazia no rosto a imagem da vergonha, do fracasso e da derrota. Tinha dificuldade até de erguer a cabeça. Ombros caídos, se sentou diante de nós, sua esposa ao lado. Ela, claramente tinha chorado muito nos últimos dias. Mas foi ele quem explicou a razão da visita:
— Eu traí minha esposa. Eu amo minha mulher, mas eu acabei me envolvendo com essa outra no meu trabalho. Estamos aqui porque queremos ajuda para recomeçar.
Amo minha esposa, mas a traí com outra. Talvez você perceba alguma incongruência nessa frase. Como pode alguém trair a quem ama?
O grande mito em que muitos maridos e esposas caem é: “Se você ama seu cônjuge, você não se sentirá atraído por nenhuma outra pessoa.”
No mundo da fantasia esse mito é verdade. No mundo real, a coisa é diferente. O ser humano é falho. A carne é fraca. Os olhos veem e cobiçam. A imaginação vai longe. O coração pede.
Some-se a isso todo o bombardeio social e cultural promovendo incessantemente a infidelidade, o sexo indiscriminado, a mulher objeto, a imagem do homem pegador. Acrescente um pouquinho de pornografia e boas doses de falta de atenção no casamento. De repente, aquela frase não parece mais tão incongruente assim.

Vamos então à verdade. Aperte os cintos.

Saiba, marido ou esposa, que você é humano. É falho, é inclinado ao erro, é tentado pelo proibido, e dada as circunstâncias apropriadas, você provavelmente vai trair seu cônjuge. E na hora H, quando você já estiver fisgado pelos seus sentimentos e pela adrenalina, seu “amor” não impedirá a traição.
Estamos todos condenados a trair, então?

Não. É aí que você deve aprender o que o verdadeiro amor faz nessas situações:
Quem ama foge do mal e não confia na própria força.
Se eu amo minha esposa, no momento em que meus olhos se atraírem por outra mulher, eu fugirei dela. Não mais ficarei olhando nem buscando ocasião para estar perto dela. Não me enganarei achando que sou forte o suficiente, que posso me aproximar dela e brincar um pouquinho porque no final eu saberei parar. Eu sou humano. Posso cair como qualquer homem. Por isso, fujo do mal.

Se você mulher ama seu marido, você não ficará alimentando fantasias em sua cabeça com conversas inapropriadas com outro homem — seja no trabalho, na Internet, ou mesmo na sua memória, lembrando de alguém do seu passado.

Se você vai ter olhos para alguém, que sejam para seu cônjuge. Se você vai ter uma aventura de amor, que seja com seu marido ou esposa. Fortaleça a relação de vocês. Voltem-se um para o outro.

Amar é fazer a coisa certa. É fugir do mal e não confiar na própria força. Se o seu amor praticar isso, você nunca usará a palavra “trair” na mesma frase.


Casamento Blindado.

Você se Expressa Adequadamente?

Habilidade social é a capacidade em se lidar de maneira adequada com as mais variadas situações sociais como, por exemplo, iniciar uma conversa, trabalhar em grupos, conhecer pessoas, se expressar adequadamente em ambientes com muitas pessoas, pedir ajuda quando necessário. Trata-se, também, de saber exprimir o que pensa e sente de forma coerente e respeitando os outros.
Adquiri-se essa habilidade desde o inicio da vida. As primeiras experiências que se tem com situações que envolvam outras pessoas e a forma que o indivíduo experiência isto são fundamentais na aquisição de habilidades sociais, porém essas habilidades são adquiridas durante toda a vida. Existem três formas em se lidar com situações sociais. Pode-se agir agressivamente, passivamente ou assertivamente. Quando se age agressivamente ou passivamente diz-se que a pessoa não conseguiu ser assertiva, ou seja, não agiu de maneira a se expressar adequadamente. A falta de assertividade pode ser percebida facilmente pela pessoa que possui tal problema. Essa por sua vez sofre com a condição de não falar o que quer ou o que sente, causando muitas vezes mau entendimento com outras pessoas, por não se fazer entender, ou ainda, a perda de oportunidades que precisariam de uma postura mais assertiva para dar certo.
A seguir temos algumas afirmativas que servirá para você testar como anda a sua assertividade. Procure imaginar como você se sentiria em tais situações e responda SIM para as situações em que você se sentiria razoavelmente desconfortável e NÃO para as situações em que você se sentiria razoavelmente confortável.
Pedir um favor a alguém
Admitir que tem medo e pedir ajuda
Dizer a alguém de quem gosta que ele fez algo incômodo
Admitir seu desconhecimento sobre um assunto em discussão
Perguntar a alguém se você o ofendeu
Discutir com uma pessoa que criticou seu comportamento
Expressar opinião diferente da pessoa com quem conversa
Criticar um amigo
Criticar o cônjuje
Expressar sua opinião com alguém que você não conhece muito
Contradizer alguém mesmo sabendo que pode magoá-lo.
Cumprimentar alguém por sua capacidade ou competência.

Se você respondeu mais de seis respostas SIM, você está apresentando dificuldade em expressar-se de forma assertiva e seria importante se você verificasse de que maneiras essas dificuldades estão interferindo em sua vida. Se você assinalou menos de seis respostas SIM, então você está lidando de maneira tranquila e apropriada com as mais diversas situações em que exige uma postura assertiva.
(Zwínglio Christopher)

O segredo dos casais que dão certo

De acordo com Adam Grant, o mais popular e mais jovem professor titular da Wharton School [escola de administração de empresas da Universidade da Pensilvânia] e autor de Give and Take: A Revolutionary Approach to Success, as pessoas se enquadram em uma de três categorias distintas: doadoras, trocadoras e tomadoras.
Embora o livro de Grant tenha sido escrito para um público de negócios, suas teorias oferecem insights extraordinários sobre os relacionamentos românticos. A categoria da qual você faz parte pode muito bem determinar o êxito e a felicidadede seu relacionamento.
Por exemplo, alguma vez um relacionamento romântico fez você sentir que não é bom o bastante? Alguma vez um parceiro romântico tirou vantagem de você? Você já sentiu que deu tudo para alguém e acabou se sentindo exaurido? Nesse caso, pode ser que se enquadre na categoria do parceiro romântico "doador".
Fato interessante é que, embora o estilo doador possa ter suas desvantagens, os doadores geralmente são os parceiros mais atraentes e os que têm mais probabilidade de ter relacionamentos de longo prazo.
Um estudo que examinou a característica mais valorizada em parceiros românticos potenciais sugere que homens e mulheres classificam a gentileza como um dos traços mais desejados.
Os doadores também são os que mais tendem a ser afetuosos, qualidade que determina o sucesso de longo prazo de um relacionamento, sem falar em sua própria longevidade.
Para entender em que categoria você se enquadra e qual é a melhor maneira de lidar com seus relacionamentos com outros, segue um resumo dos três estilos de parceiros românticos:
Os doadores são pessoas cuja motivação principal é cuidar de outros, velar para que outros fiquem bem e contribuir para outros e para a sociedade. Num relacionamento, estas são as pessoas que estão sempre pensando em presentes para seu parceiro, que levam os interesses do parceiro em consideração e que vivem pensando "o que mais posso fazer por você?".
São pessoas fantásticas. Como Grant menciona no livro, todo o mundo gosta de ter doadores em volta, porque estes sempre gostam de contribuir e de pensar nos outros. Eles enxergam o relacionamento como oportunidade de dar e de cuidar.
Quando são infelizes no relacionamento, os doadores muitas vezes acabam pensando que há algo de errado com eles. São eles os que pensam que não são amáveis o suficiente ou bons o suficiente, porque -- em vez de colocar a culpa no parceiro -- eles assumem a responsabilidade pessoal de fazer o relacionamento funcionar. Se não receberem o apoio de que necessitam do relacionamento, podem acabar por sentir-se sugados e exauridos.
Os trocadores tendem a manter uma folha de balanço num relacionamento. Quando eles dão, o fazem com a expectativa de receber algo em troca. Quando recebem algo, sentem que precisam dar alguma coisa de volta.
Os trocadores são aqueles que "fazem as contas" e enxergam os relacionamentos um pouco como se fossem transações comerciais. São eles as pessoas que têm mais chances de dizer coisas como "eu fiz isso por você, mas você não fez aquilo por mim", ou "você pagou por isto, então eu pagarei por aquilo".
Os tomadores são exatamente isso: pessoas que tomam. Geralmente tratam as pessoas bem se e quando essas pessoas podem ajudá-los a alcançar seus objetivos.
Grant chama a atenção para um fato interessante: à primeira vista, eles muitas vezes aparentam ser as pessoas mais encantadoras e carismáticas. Sabem como seduzir e como atrair as pessoas de modo geral, mas, por baixo da superfície, o que os motiva de fato é o esforço para satisfazer suas próprias vontades. É possível reconhecer um tomador porque ele costuma tratar mal as pessoas que acredita que não tenham utilidade para ele.
Você sabe que está num relacionamento com um tomador quando se sente totalmente sugado, quer seja de dinheiro, afeto, tempo ou outra coisa. Uma vez que o tomador tenha arrancado de você tudo o que ele queria, você pode ser relegado à esfera desimportante da vida dele. O foco principal do tomador é sobre ele próprio.
Quem é o mais bem-sucedido e quem é o menos?
Grant chama a atenção para um fato fascinante sobre quem, entre esses três estilos, é o mais feliz e o mais bem-sucedido: o doador. E o tipo menos bem-sucedido? Também é o doador. Por quê? Os doadores que aprendem a orientar-se bem em um mundo que inclui trocadores e tomadores se saem muito bem.
Todo o mundo gosta dos doadores, confia neles e os apoia quando eles precisam disso. Então por que os doadores também são as pessoas menos bem-sucedidas? Porque alguns doadores não sabem como orientar-se nesse mundo e, consequentemente, acabam sendo vítimas de aproveitadores. Se você é doador, isso já deve ter acontecido com você pelo menos uma vez na esfera profissional e pessoal.
Imagine um relacionamento entre um doador e um tomador. Esse tipo de relacionamento termina com o doador totalmente esgotado, possivelmente tendo exaurido suas economias, seu tempo e sua energia com alguém que exige sempre mais e mais e que nunca ou quase nunca satisfaz as necessidades de seu parceiro (a não ser que o faça temporariamente porque isso lhe convém no momento).
O que faz um doador ser bem-sucedido? No livro de Adam Grant, uma dica que se destacou, para mim, foi a ideia de ser "doador com consciência". Consciência do quê? Tenha consciência de que neste mundo existem doadores, trocadores e tomadores. 
Observe as palavras e os atos das pessoas e você saberá quem é quem. Quando navegar por seus relacionamentos românticos, amizades ou parcerias profissionais, procure descobrir a que categoria pertence seu parceiro potencial e não se deixe enganar pelas primeiras impressões (como foi observado acima, os tomadores são mestres em sedução, criando primeiras impressões positivas).
Numa situação não romântica, você pode lidar com trocadores e tomadores adotando uma atitude de trocador (sei que isso é difícil para quem é doador!). Comece a falar coisas como "Ok, temos um acordo. Você faz isto, e em troca eu farei aquilo."
E num relacionamento romântico, como fica? Consultei Adam Grant enquanto estava escrevendo este texto, e ele compartilhou a seguinte dica sobre o amor de longo prazo: "Nos relacionamentos que dão mais certo, os dois parceiros são doadores. Em outras palavras, quando um relacionamento romântico funciona, trocadores e tomadores procuram doar. Os dois parceiros podem estar doando de maneiras distintas, mas cada um precisa estar disposto a apoiar o outro sem esperar algo em troca. Isto dito, quando as coisas ficam excessivamente desequilibradas, acho que todos nós nos tornamos trocadores."
Imagine um relacionamento em que ambos os parceiros estão sempre satisfazendo as necessidades um do outro. Quando ocorre uma briga, os dois são os primeiros a dizer "sinto muito, foi culpa minha".
Um relacionamento em que ambos vivem suas vidas pensando no que será melhor para o parceiro. É evidente que os trocadores e tomadores também estão à procura de doadores; logo, se você é doador, procure um doador para você, porque você merece.
Se você se reconhecer como trocador ou tomador, então, antes de mais nada, parabéns por ser tão sincero com você mesmo. É claro que, em vista das qualidades afetivas do doador e de ele ser tão voltado a prestar serviço, também é do seu interesse ter um parceiro que seja doador. Mas peço que você reflita sobre duas coisas:
Para começar, os doadores nunca ficarão inteiramente felizes a não ser que você lhes dê o mesmo apoio que eles dão a você. Eles acabarão por sentir-se esgotados, e talvez até o abandonem.
Segundo estudo recente de Amie Gordon, da Universidade da Califórnia em Berkeley, as pessoas que sentem mais gratidão em seu relacionamento também sentem-se mais próximas do parceiro, mais satisfeitas com o relacionamento, e tendem a apresentar comportamentos mais construtivos e positivos no relacionamento.
Em última análise, para ter um relacionamento positivo que o beneficie, você vai querer que seu parceiro seja feliz e vai querer lhe dar apoio em troca.
Em segundo lugar, como o livro de Grant delineia com clareza, os doadores são as pessoas que acabam sendo as mais bem-sucedidas e mais felizes, desde que ninguém se aproveite delas.
Muitas pesquisas hoje mostram que um estilo de vida composto de gentileza e prestação de serviços a outros resulta em mais realização pessoal, além de saúde e felicidade. Logo, se você quiser ser feliz e bem-sucedido, é preciso que seja ou que se torne um doador.
Texto do site exame.com

5 sinais da falta de respeito com você mesmo

1. Você sente ciúmes da felicidade, do sucesso e dos relacionamentos das outras pessoas

Quando uma pessoa está bem consigo mesma, ao deparar-se com  alguém que tem coisas que ela deseja, a reação tende a ser de admiração e respeito. Arregalam-se os olhos e a atenção fica toda voltada para alguém que conquistou algo desejável e tem muito a ensinar. Olhamos essa pessoas como uma inspiração a ser seguida.
Entretanto, quando a pessoa tem a estima baixa, ao ver alguém que possui qualidades que ela deseja (ou pensa que deseja), a reação é de ciúmes, sentimento de injustiça (como se todo mundo tivesse o que ela quer, menos ela) e até mesmo raiva.
A sensação de ciúme pode ser tão intensa que pode se transformar em ódio e a pessoa pode ter vontade de destruir o que o outro tem. Mas, na verdade, todo esse ódio está em si e em sua cegueira para enxergar seus próprios potenciais.
PS: um pouquinho de ciúme é saudável, a falta de respeito e amor próprio reside na intensidade.

2. Você mente mais do que deveria

Aqueles que cronicamente usam de mentiras para mascararem suas realidades muitas vezes estão buscando a aprovação e a aceitação dos outros.
Quando a pessoa está bem, a aceitação e a aprovação das pessoas estão constantemente acessíveis, pois elas vem de dentro e, mesmo que a pessoa ouça algo que não é tão legal, no fundo ela sabe que tem valor e que, se for o caso real, pode melhorar porque quer. Em um estado de auto-julgamento negativo, no entanto, a pessoa sente pouca aprovação e sua mente está subconscientemente se apegando a qualquer informação que possa “valorizar” um conceito pessoal com uma “pequena” mentira. Ou seja, enfeita-se o externo, mas o interno não se aceita.
Agindo assim, você pode perder sua integridade em troca de algumas sobrancelhas levantadas. Mas não se preocupe, esse padrão é facilmente corrigido e não tem que se tornar patológico! Preste atenção a quem você realmente precisa agradar!

3. Você acha difícil se exercitar, comer bem, ou quebrar maus hábitos

Quando você ama alguém, você não quer machucá-lo.
Você nunca coloca cigarros ou rosquinhas na boca do seu bebê recém-nascido.
Você nunca priva o seu cão de estimação de sua caminhada diária. (espero)
Quem se ama, sabe que é necessário parar e se envolver nos rituais diários de alimentação e cuidados com suas mentes e corpos. Estes rituais são conseqüências naturais da bela amizade consigo mesmo.
Se você achar que é difícil cuidar de si mesmo, talvez você precisa ter um momento para se apaixonar por si mesmo. Quem se ama, se cuida.

4. Você só se sente feliz quando tudo está indo bem.

Isto pode parecer uma coisa perfeitamente normal. Por que você seria feliz quando as coisas não estão indo bem?
Acontece que isso é exatamente o que acontece com as pessoas que tem uma estima boa.
Pense na sua vida como uma aventura. Se você é louco por seu parceiro de viagem, o avião pode atrasar e a comida pode ter gosto de papelão e você ainda vai aproveitar. Você vai dar risada falando sobre isso. Por outro lado, se você está entediado ou insatisfeito com seu companheiro, essas pequenas coisas vão te deixar louca.
Esse é o poder de um relacionamento amoroso consigo mesmo. Quando as coisas ficam difíceis, você pode rir, dar de ombros e até se alterar um pouco, mas depois tentará novamente. Quando as coisas ficam realmente difíceis, você sabe que levará algum tempo para processar, e assegurar-se de que tudo vai ficar bem, mas vai ficar.

5. Você está se “incomodado” por exibir qualquer um dos sinais acima

Se você está se sentindo vergonha ou temor por ter se visto como uma pessoa sem amor próprio, isso é um sinal infalível de que você já está se julgando.
Aqueles que estão com estima baixa geralmente são especialistas em estabelecer normas para si. Eles se medem em números e expectativas. Quando eles descobrem que eles não estão estão atingindo esses alvos (muitas vezes irrealistas), ficam cabisbaixos e desgostosos.
Eu sempre digo: o auto-aperfeiçoamento  sem auto-amor é como construir uma casa sobre a areia. Você pode construir e construir, mas sempre vai afundar.
Você precisa construir uma base de auto-aceitação incondicional sob essas realizações e expectativas.
Eu me considero uma sobrevivente da terrível doença da falta de amor. Entretanto, depois que eu estabeleci um relacionamento comigo mesma, eu vi a minha relação com o meu corpo, minha mente, minha família, meu parceiro, meu passado – com tudo e todos os outros – melhorar drasticamente.
Vivemos em uma época onde todo mundo está sempre tentando corrigir seus próprios erros, mas se esquecem de que a coisa mais importante que podemos sempre corrigir é a linha de comunicação entre o nosso coração, nossa mente e nosso espírito.
Agora, sobre a você. O que você vai fazer para se amar mais?

Texto traduzido e adaptado : Vironika Tugaleva

Eu te amo não diz tudo

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama. 

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado. 

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se. 

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também? 

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois. 

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho". 

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato." 

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. 

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

Texto de Martha Medeiros

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Abaixo a Mulher Capacho

23 de novembro de 2013 às 12:09
O texto não é meu mas tinha que compartilhar...

Não ignore o sinal vermelho, nem a sirene que toca dentro de você. 

É o aviso para quem dá mais do que recebe em um relacionamento.
Fugir é inútil, fingir, pior ainda! Você pode se tornar uma 'mulher capacho'.
O problema é que nós não resistimos ao escapismo quando se trata de um amor que vai mal. 

Alguns homens também, mas, convenhamos, essa atitude é um clássico feminino.
Fabricamos desculpas como "daqui a pouco passa", "é só uma fase", "a culpa é minha", "eu é que sou insegura", "homem é assim mesmo" e por aí afora.

Qualquer coisa vale para não ter que encarar a realidade de que ELE causa frustração, carência, decepção, tensão,solidão e muitos outros "ãos" que podem nos levar ao sentimento de rejeição até à depressão. Enfim, esse amor não funciona, não completa, tira a alegria de viver, embota o prazer, faz a velha rima com a dor. Mas a gente quer e insiste! Pagamos qualquer preço para não "perder" o amado, até mesmo o de pisar em nossos sentimentos e permitir que ele faça o mesmo.

Anular-se até parece fácil. Viver de esmola afetiva parece justo.

Sofrer faz parte. E começa a mutilação sentimental.

A visão distorcida de união, de vida a dois.

Uma rotina de erros, de pequenas mortes diárias...

O dia que você me venceu

Ahhh... não vou negar que penso sim em você.... 
Nem vou ser hipócrita de dizer que deixei de gostar.... 
Também não vou ter pretensão de que me afastando voce corra atrás de mim.... 
Isso são coisas irreais... infantis.... 
Eu só preciso que voce entenda que todas as vezes que eu te quis não foi para ser feliz.... 
Foi para te fazer feliz... eu não quero nada para mim.... 
Eu to batendo na sua porta te ofertando amor e não pedindo amor.... 
Todas as vezes em que fechei meus olhos, 
Pensei na melhor forma de amar voce e não na melhor forma de ser amada.... 
Eu só queria a oportunidade de demonstrar o que eu sinto.... 
Sem querer nada em troca porque eu não preciso receber para doar.... 
Eu queria um papo sincero... uma noite agradável.... um momento inesquecível.... 
E sem que ninguém cobrasse o amanhã.... 
O único compromisso que eu tanto quis foi sim... 
Ver seu sorriso de novo.... e sentir seu beijo novamente.... 
E quando a gente passa a maior parte do tempo investindo esforços  
Uma unica oportunidade que seja.... e tudo isso não é reciproco na mesma proporção.... 
Percebo então que deixa de fazer sentindo buscar e querer.... 
Não deixa de ser importante.... 
Não deixa de ter seu valor.... 
Mas passa a ser algo sem sentido.... 
Voce fez tudo que podia para me convencer de que era longe que eu deveria estar.... 
E eu acabei optando por esse caminho 
Porque é mais importante pra voce do que pra mim.... 

Enfim, a única coisa que posso dizer, minha vida, é que voce venceu de todas as formas.... 
E eu optei por desistir.... não é mais facil desistir não... 
Tampouco foi facil persistir da forma que eu fiz sempre.... 
Sou do tipo de pessoa que não desiste fácil.... mas não insisto para sempre.... 
Eu não desisti de tudo que sinto.... 
Eu desisti de demonstrar, de querer te ofertar 
De ter a ansiedade de que voce veja e sinta tudo que tenho.... 
Não deixou de ser importante.... mas passou a ser só meu.... 
Vou entregar a mim mesma tudo que poderia ser seu.... 
E por escolha decidiu batendo o martelo que cada um seguisse a sua vida.... 
E foi assim que voce venceu e eu desisti!!!

Trecho do livro: Se meus olhos falassem... - Ci Savegnago

sexta-feira, 7 de março de 2014

Como aprender a gostar de si mesmo

A importância da auto-estima


  

A forma como nos sentimos acerca de nós mesmos é algo que afeta crucialmente todos os aspectos da nossa experiência, desde a maneira como agimos no trabalho, no amor e no sexo, até o modo como atuamos como pais, e até aonde provavelmente subiremos na vida. Nossas reações aos acontecimentos do cotidiano são determinadas por quem e pelo que pensamos que somos. Os dramas da nossa vida são reflexo das visões mais íntimas que temos de nós mesmos. Assim, a auto-estima é a chave para o sucesso ou para o fracasso. É também a chave para entendermos a nós mesmos e aos outros.

Além de problemas biológicos, não consigo pensar em uma única dificuldade psicológica – da ansiedade e depressão ao medo da intimidade ou do sucesso, ao abuso de álcool ou drogas, às deficiências na escola ou no trabalho, ao espancamento de companheiros e filhos, às disfunções sexuais ou à imaturidade emocional, ao suicídio ou aos crimes violentos – que não esteja relacionada com uma auto-estima negativa.

De todos os julgamentos que fazemos, nenhum é tão importante quanto o que fazemos sobre nós mesmos. A auto-estima positiva é requisito importante para uma vida satisfatória.

Vamos entender o que é auto-estima. Ela tem dois componentes: o sentimento de competência pessoal e o sentimento de valor pessoal. Em outras palavras, a auto-estima é a soma da autoconfiança com o auto-respeito. Ela reflete o julgamento implícito da nossa capacidade de lidar com os desafios da vida (entender e dominar os problemas) e o direito de ser feliz (respeitar e defender os próprios interesses e necessidades).

Ter uma auto-estima elevada é sentir-se confiantemente adequado à vida, isto é, competente e merecedor, no sentido que acabamos de citar. Ter uma auto-estima baixa é sentir-se inadequado à vida, errado, não sobre este ou aquele assunto, mas ERRADO COMO PESSOA. Ter uma auto-estima média é flutuar entre sentir-se adequado ou inadequado, certo ou errado como pessoa e manifestar essa inconsistência no comportamento – às vezes agindo com sabedoria, às vezes como tolo – reforçando, portanto, a incerteza.

A capacidade de desenvolver uma autoconfiança e um auto-respeito saudáveis é inerente à nossa natureza, pois a capacidade de pensar é a fone básica da nossa competência, e o fato de que estamos vivos é a fonte básica do nosso direito de lutar pela felicidade. Idealmente falando, todos deveriam desfrutar um alto nível de auto-estima, vivenciando tanto a autoconfiança intelectual como a forte sensação de que a felicidade é adequada. Entretanto, infelizmente, uma grande quantidade de pessoas não se sente assim. Muitas sofrem de sentimentos de inadequação, insegurança, dúvida, culpa e medo de uma participação plena na vida – um sentimento vago de “eu não sou suficiente”. Esses sentimentos nem sempre são reconhecidos e confirmados de imediato, mas eles existem.

No processo de crescimento e no processo de vivenciar esse crescimento, é muito fácil que nos alienemos do autoconceito positivo (ou que nunca formemos um). Poderemos nunca chegar a uma visão feliz de nós mesmos devido a informações negativas vindas dos outros, ou porque falhamos em nossa própria honestidade, integridade, responsabilidade e auto-afirmação, ou porque julgamos nossas próprias ações com uma compreensão e uma compaixão inadequadas.

Entretanto, a auto-estima é sempre uma questão de grau. Não conheço ninguém que seja totalmente carente de auto-estima positiva, nem que seja incapaz de desenvolver auto-estima. Desenvolver a auto-estima é desenvolver a convicção de que somos capazes de viver e somos merecedores da felicidade e, portanto, capazes de enfrentar a vida com mais confiança, boa vontade e otimismo, que nos ajudam a atingir nossas metas e a sentirmo-nos realizados. Desenvolver a auto-estima é expandir nossa capacidade de ser feliz.

Se entendermos isso, poderemos compreender o fato de que para todos é vantajoso cultivar a autoestima. Não é necessário que nos odiemos antes de aprender a nos amar mais; não é preciso nos sentir inferiores para que queiramos nos sentir mais confiantes. Não temos de nos sentir miseráveis para querer expandir nossa capacidade de alegria.

Quanto maior a nossa auto-estima, mais bem equipados estaremos para lidar com as adversidades da vida; quanto mais flexíveis formos, mais resistiremos à pressão de sucumbir ao desespero ou à derrota. Quanto maior a nossa auto-estima, maior a probabilidade de sermos criativos em nosso trabalho, ou seja, maior a probabilidade de obtermos sucesso.

Quanto maior a nossa auto-estima, mais ambiciosos tenderemos a ser, não necessariamente na carreira ou em assuntos financeiros, mas em termos das experiências que esperamos vivenciar de maneira emocional, criativa ou espiritual. Quanto maior a nossa auto-estima, maiores serão as nossas possibilidades de manter relações saudáveis, em vez de destrutivas, pois, assim como o amor atrai o amor, a saúde atrai a saúde, e a vitalidade e a comunicabilidade atraem mais do que o vazio e o oportunismo.

Quanto maior a nossa auto-estima, mais inclinados estaremos a tratar os outros com respeito, benevolência e boa vontade, pois não os vemos como ameaça, não nos sentimos como “estranhos e amedrontados num mundo que nós jamais criamos” (citando um poema de A. E. Housman), uma vez que o auto-respeito é o fundamento do respeito pelos outros.

Quanto maior a nossa auto-estima, mais alegria teremos pelo simples fato de ser, de despertar pela manhã, de viver dentro dos nossos próprios corpos. São essas as recompensas que a nossa autoconfiança e o nosso auto-respeito nos oferecem.

Texto retirado de auto - estima por Nathaniel Branden

Por Ci Savegnago


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Os Sete Pecados Capitais



Hoje vou falar de pecado. Já que venho falando tanto de relacionamentos, traição, mentiras, falsidade, nada melhor do que falar de pecado. E com certeza todo mundo já cometeu um. Calma!!! Não é um artigo religioso, nem quero falar sobre religião, a não ser sobre como foi criado os 7 pecados. Sou católica apostólica romana, com uma filosofia de vida voltada para a espírita, pois acredito em Deus e reencarnação, acredito no bem e no mal, na paz e no Umbral. Mas essa sou eu, você não tem por obrigação acreditar em nada e nem é meu propósito converter-te a um cristão devoto. Você está livre de ser induzido por qualquer religião. A minha proposta aqui é informar sobre os pecados, condutas erradas para com o próximo e a si mesmo geradoras de consequências físicas e emocionais, e promover uma visão sobre as virtudes que podemos ter para não prejudicar ao próximo e a si mesmo. Para quem é ateu e não acredita em nenhuma forma de punição divina ou espiritual, lembre-se que existe a punição carnal. Um exemplo sobre uma punição e que eu mais do que ninguém posso falar com propriedade, é a GULA. Pessoas gulosas que comem desesperadamente por prazer e promove desperdício de comida, sua punição carnal nada mais é do que uma obesidade mórbida, seguida de comorbidades que deterioram o seu organismo lentamente até você não aguentar mais com o seu próprio eu. Claro que existem pessoas que são obesas por outros motivos, assim como eu, que não como exageradamente e nem por prazer e mesmo assim meu organismo armazena tudo que como. Todo mundo tem seu histórico, seu passado e seus pecados. A gula foi só um exemplo do que podemos evitar em nossas vidas. Pratique hoje virtudes para combater pecados. 


Vamos entender o que é pecado e suas consequências. Os sete pecados capitais são pecados que definem uma conduta contrária aos mandamentos de Deus e aos costumes da sociedade, que induzem o individuo a praticar outros pecados originários desta primeira conduta. Um pecado gera outro. E as premissas estão embasadas nestes 7 pecados. 

A palavra Pecado é um termo comumente utilizado em contexto religioso, descrevendo qualquer desobediência à vontade de Deus; em especial, qualquer desconsideração deliberada das Leis Divinas. No hebraico e no grego comum, as formas verbais (em hebr. hatá; em gr. hamartáno) significam "errar", no sentido de errar ou não atingir um alvo, ideal ou padrão. Há diversos entendimentos para definir pecado, mas o único em que podemos confiar é que pecado é a incapacidade de escolher o BEM em vez do MAL, movidos por um desejo de pratica-los com ou sem discernimento.



Os conceitos incorporados no que se conhece hoje como os sete pecados capitais se trata de uma classificação de condições humanas conhecidas atualmente como vícios que é muito antiga e que precede ao surgimento do cristianismo, mas que foi usada mais tarde pelo catolicismo com o intuito de controlar, educar, e proteger os seguidores, de forma a compreender e controlar os instintos básicos do ser humano. O que foi visto como problema de saúde pelos antigos gregos, por exemplo, a depressão (melancolia, ou tristetia), foi transformado em pecado pelos grandes pensadores da Igreja Católica. 


OS SETE PECADOS CAPITAIS


Vaidade: Considerado o pecado mais grave de todos, encabeça a lista. É o resultado da necessidade de atrair a atenção do outro para si, muitas vezes com intuito de provocar a inveja alheia. Em outras palavras, a vaidade existe porque sentimos uma necessidade de nos distinguirmos uns dos outros, não simplesmente sermos singulares mas sermos os melhores entre os melhores. Embora esse seja considerado o pecado mais grave, é o que mais se estimula em nós desde crianças por nossos próprios pais ao nos compararem às outras crianças. 
A vaidade gera uma série de sentimentos emoções e outros pecados. 

Inveja: Define-se pelo desejo desmedido em possuir atributos, posses e habilidades alheias. Diz-se que não é intrínseca ao ser humano, sendo resultado da competitividade em que nossa sociedade se baseia - pode ser uma das causas, de fato... Para mim, a Inveja é aquela sensação horrível de que outra pessoa tem aquilo que deveria ser exclusivamente seu e mais ninguém. Não é possível sentir inveja e não sentir Ira (o próximo da lista). Ao contrário do que possa parecer e que não fica tão claro em outras línguas que não a nossa, ciúme e inveja não são sinônimos. O Ciúme é o insuportável mal-estar que nos assoma quando sentimos que algo precioso está sendo tirado de nós, algo que deveria ser somente nosso.

Ira: É difícil definir esse pecado. Aliás, como pode um sentimento que parece brotar de um processo aparentemente natural ser considerado uma transgressão? É certo que o que nos afeta negativamente é de fato uma transgressão. Mas é possível se sentir culpado por sofrer uma descarga de sentimentos negativos que obliteram a razão quando nos humilham, ofendem, ou roubam o que é nosso? A Ira me parece uma reação "natural" ao que nos causa sofrimento.

Preguiça: Grosso modo, é vontade de fazer absolutamente NADA. O problema da preguiça é que para o mundo capitalista girar, ninguém pode ficar parado! Então é um pecado ficar à toa - entenda-se lendo, filosofando, navegando na internet... Preguiça é um pecado contra a sociedade. A preguiça para mim é sintoma de desinteresse por atividades que nos dão vitalidade e passa a realmente ser um pecado quando nos tira o desejo de viver.

Avareza: Ausência do desejo de compartilhar - especialmente dinheiro. Fácil entender porque esse pecado está na lista. Afinal, a Igreja não seria rica hoje se não fosse ele! Trata-se de um instinto de preservação daquilo que julgamos que nos fará falta se compartilhado.


Gula: Gula é querer ter mais do que o que já se tem. É uma coisa triste... Porque a gula vem suprir o que já é o bastante mas que não sentimos como suficiente. A gula é angustiante porque nunca está satisfeita. É como a ganância que nunca tem fim. Existe uma causa profunda para ela. E se não a descobrirmos, continuaremos seus escravos.
Luxúria: Querer ter prazer é pecado. Luxúria é nada mais que isso: querer ter prazer. Por que a Igreja colocou isso na lista é simples: você está constantemente cometendo um pecado gravíssimo e precisa dela para se salvar! Fez do sexo um tabu para escravizar a humanidade.

Nossa cultura judaico-cristã nos fez sentir culpa por tudo aquilo que sentimos sem uma justa explicação. O que são chamados pecados simplesmente brotam como sentimentos em nós. Nossa racionalidade e julgamento nos obrigam a constantemente fazer essa regulação que nos causa sempre sofrimento psicológico. A Igreja nos fez acreditar que confessando os pecados e pagando as penitências esse sofrimento estaria aliviado. Mas ela não nos ensinou a descobrir a fonte de todos eles. Isso ninguém ensina. Quer aprender? Descubra por si mesmo!

Até o próximo post!!!
Bjos.





Confiança

A confiança não é algo de posse, é uma ponte entre duas ou mais pessoas construída nos pilares da sinceridade, competência e congruência.


A sinceridade é viver abertamente os próprios sentimentos e atitudes do momento, se fazendo franco e transparente.

A competência está na capacidade de fazer o que se promete, muitos oferecem mundos e fundos, são capazes de cumprir?

A congruência é falar e agir de acordo com seus sentimentos e pensamentos é ser você mesmo. O que está dentro de você é o que você expressa fora.

Esses três pilares sustentam a força da confiança dizendo: posso ir e voltar por essa ponte que ela é forte. Confiança é derivada de uma palavra “traustr”, do escandinavo antigo, que significa “forte”. Mesma palavra raiz da palavra “verdade”, por isso, confiamos em uma pessoa que acreditamos que seja forte e verdadeira para nós. A confiança tem mais a ver com um ato de fé e muitas vezes dispensa o raciocínio lógico.

O grau de confiança entre duas pessoas é determinado pela capacidade que temos de prever o comportamento da outra pessoa. Confiança é o resultado do conhecimento sobre alguém. Quanto mais informações corretas sobre quem necessitamos confiar, melhor, formamos um conceito positivo da pessoa.

Necessitamos da confiança quando não podemos ver o que esta acontecendo por nossos próprios sentidos, assim, acreditamos naquele em que pensamos poder nos apoiar sem medo que desabe, pois é forte e verdadeiro.

Se dissociarmos a palavra confiar temos: con = juntos, fiar = dar crédito. A confiança verdadeira é isso, juntos damos credito um ao outro e a nós mesmos.

Lembre-se sempre: a confiança começa na autoconfiança, quem não confia em si mesmo, como pode confiar em outra pessoa? Como disse: François La Rochefoucauld:”A confiança que temos em nós mesmos, reflete-se em grande parte, na confiança que temos nos outros”.
Pense nisso!

Flávio Souza
Coach, Consultor e Palestrante

Confiança - Sentimento de segurança quanto à probidade de conduta de alguém. Segurança íntima. Quando respeitamos o próximo e o respeito é recíproco, a confiança é uma coisa que passamos a ter naturalmente!”





segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Perdendo Dentes

Essa crônica escrevi em 2008... 




Perdendo os Dentes (2008)

Perdi os dentes quando declarei a minha identidade...
É difícil permanecer em inércia quando se está em constante movimento...
Estou inerte diante da vida... não acho mais o meu espaço em lugar nenhum...
Não estou cabendo em lugar algum...
Estou vazia e mesmo assim preencho todos os espaços...
Tento não ser assim, mas estou incomodada com a minha própria presença.
Não sei exatamente o que falta... talvez não sejam coisas... sejam gestos...
Momentos apenas.... mas sei que não estou completa.
Eu queria reviver e não viver... não quero futuro... quero passado...
Quero sentir o mesmo sabor que eu sentia quando eu saía para dar aulas...
Quando eu conversava com meus colegas de trabalho... não me sinto mais bem lá...
E as pessoas são as mesmas... não mudou o cenário... nem as pessoas... quem mudou foi eu... Eu queria sentir o mesmo gosto do beijo que ele me deu há alguns anos atrás....
A boca não mudou.... ele é o mesmo... mas quem mudou foi eu...
Não sinto mais aquele gosto.... e nessa busca desesperada do mesmo sabor e gosto de tudo.... Acabo perdendo dentes não sentindo o novo sabor de nada....
Eu queria poder ser como era antes.... eu queria dormir como antes e acordar como antes....
E viver como antes.... e nessa ansiedade de querer o antes não vejo o depois acontecer....
Não volto mais ao passado e não vivo mais o presente.
Eu queria ser tanta coisa.... principalmente ser importante na vida de alguém....
Alguém que não conseguisse respirar sem a minha presença e o meu bem–estar.
Alguém que não pudesse viver sem mim, assim como não posso viver sem muita gente.
Eu queria ter tantas coisas, principalmente admiração...
Queria holofotes de admiração sobre meus olhos... ser admirada e reconhecida...
Receber reconhecimento de tudo que tentei fazer e ser e não pelas coisas que já fiz ou fui.
Não quero flores, nem cartões, nem mensagens, nem nada que possa simbolizar um eu te amo.... eu quero ser amada... um toque diferente... um beijo diferente... algo que me faça esquecer o passado e amar o meu presente.... algo me estremeça e me deixe tão alucinada como eu era antes ou melhor do que antes.
Não quero pedir nada.... merecimento não se pede.... será que não mereço nada...? principalmente vontade.... eu queria vontade... vontade para chutar e quebrar tudo.... chegar em uma mesa e jogar tudo para o chão.... eu queria poder bater as portas e gritar que eu existo e que sou única.... eu queria poder sair com meu carro a 100 por hora e dizer que seu eu bater o problema é meu...ferre-se todos.... eu queria poder tomar meu porre de cachaça quando bem entender e não ser olhada e questionada..... queria poder viver assim.... sem medidas....sem peso.... sem medo.... sem ter que pensar nas conseqüências....
E por pensar tanto na vida acabo não vivendo e só pensando.
Eu queria o corpo que nunca tive.... não para agradar ninguém, mas aos meus olhos....
Mudei a aparência da minha alma para poder olhá-la melhor e meu corpo mudou muito.... Nunca fui bonita e nunca achei que pudesse ficar pior....
Eu só queria poder conviver com isso. Queria viver com esse corte em mim e não sentir repugnância... não sinto raiva dele por que foi daqui que gerei as duas pessoas mais importantes da minha vida, mas sinto raiva de mim mesma que não fui capaz de me tornar melhor.... a incapacidade física do meu ser me deixa completamente decepcionada ao ver que não consigo melhorar nada.
Eu queria agora os momentos que nunca pude viver.... eu queria transpirar amor e desejo.... e nada disso acontece comigo.... o que antes era impossível de se viver por vários motivos... hoje se tornou possível e improvável.
Eu queria sentir de novo tudo que tiraram de mim.... eu não posso mais amar como eu amava antes.... eu não posso mais confiar como eu confiava antes.... eu não posso mais me entregar como eu me entregava antes.... me tiraram tudo isso e eu não sei mais como fazer....se eu tivesse que reviver tudo isso, teria de aprender tudo.
Eu queria poder me olhar no espelho e perceber a beleza de uma mulher amadurecida.... mas só vejo alguém que está envelhecendo, enrugando, encurvando e deteriorando a carne.... mais uma vez perdendo os dentes diante da vida....
Não aprendi nada de novo.... não conheci pessoas legais .... não vi o sol nascer e nem a lua descer.... não passei nunca mais uma noite inteira fazendo amor .... e nem falando mais de amor.... nunca mais ouvi falar de amor... nunca mais ouvi falar de paixão....desejo....sonhos..... Quando falamos de sonhos de uma vida.... falamos de bens... o carro.... a casa.... as faculdades.... eu não quero sonhar com isso.... eu queria fechar os olhos na minha cama e pensar como seria bom abrir os olhos e ver os olhos dele me olhando....
Ele não me olha mais como antes.... ele não deposita mais o seu olhar no meu.... apenas nos vemos... nos enxergamos.. eu queria poder abrir os olhos pela manhã e saber que ele não dormiu a noite inteira porque ficou me olhando e me admirando....
Eu queria abrir meus olhos e vê-lo acordado me esperando pra dizer eu te amo... eu queria fechar os meus olhos e poder sentir ele me tocando... ele nunca mais sentiu a minha boca com as mãos.... nem meus olhos.... aquele toque para confirmar o que você vê.... sentir na ponta dos dedos a respiração.... sentir a inclinação do corpo que diz sim....  eu queria não precisar nunca mais ter que abrir olhos para vê-lo e senti-lo.
Nunca mais ele desperdiçou seu tempo.... seu tempo comigo.... com as minhas angustias.... nunca mais ele desperdiçou seu tempo e vida tentando me convencer de que nada mudou entre nós. Eu queria fechar os meus olhos e ouvi-lo dizer que me ama sem que ele diga uma palavra se quer... e quando eu abrisse meus braços ele se sentisse abraçado.... e quando eu abrisse a minha boca ... ele se sentisse desejado... não consigo mais....
Queria que a vida me ensinasse de novo a ser auto confiante.... queria poder aprender a me vender de novo.... aliás eu queria não precisar me vender mais.... dizer todas as vezes quem sou.....reafirmar meus pensamentos e minha existência. Queria não precisar mais de palavras para expressar quem sou..... eu queria que ele me conhecesse na palma da mão. 
Que decifrasse os segredos do meu coração sem eu precisar dizer nada.... queria que ele colocasse a mão dele na minha mão e dissesse o que eu estou sentindo e me abraçasse como se o mundo fosse acabar naquele instante.
Queria que ele sentisse vontade de ficar comigo quando não é necessário.... quando não é obrigatório..... eu queria dividir minha expectativa de vida....mas ultimamente estamos dividindo as contas.... nem as alegrias..... nem a minha tristeza....
Eu queria deitar no peito dele e tocar a palma da mão dele com a minha e sentir o calor do corpo dele que não sinto mais.... eu queria que cada beijo fosse um flash....que ele sentisse vontade de beijar pelo menos.... eu queria que ele largasse tudo por um minuto e me dissesse tudo que um dia sonhei ouvir.... eu queria só por um momento vê-lo desesperado de amor e de desejo.... e que ele explodisse de tesão por mim.... nada é tão fantástico assim.... nada que mereça aplausos ..... é tudo tão normal e tão igual.... nada que possa me fazer sair do lugar.... nada que faça eu me mover....
Eu queria que ele desperdiçasse seu tempo tentando me convencer de que somos os mesmos.... que ele me olhasse e dissesse quem eu sou.... quem realmente sou.... eu queria que ele deitasse do meu lado e não fechasse os olhos pra mim.... eu queria ver a boca dele pedindo a minha e os olhos dele procurando os meus.... que a gente conversasse sem dizer nada.... que ele pudesse compreender os meus motivos e a minha forma de viver o amor.... queria que ele olhasse para o meu lado da cama quando vazio e sentisse vontade de chorar... sentisse falta do meu corpo ali.... queria que ele olhasse o meu corpo e desejasse que ele estivesse na cama esperando-o.
Nunca mais soube sobre seu coração.... ele não desperdiça mais seu tempo me dizendo como está seu coração... não desperdiça mais seus minutos só pra me dizer o que eu sei.... ele não define mais amor.... nem tem mais teorias sobre o amor.... ele não desperdiça mais seu tempo consigo mesmo... não o vejo mais  interessado nem nas próprias coisas.... como pode pensar em mim se nem nele mesmo ele pensa?
Eu queria que ele gritasse comigo e me pedisse para parar de escorrer pelas mãos...estou me esvaindo e sumindo e ele nem percebeu.... queria que ele notasse a minha ausência. Que ele pudesse perceber que nada está como antes e que jamais ficará e será.
Eu só queria parar de perder os dentes da vida.... cada um que cai é símbolo da falta de amor... é o amor se esvaindo e perdendo sentido entre nós. Não há mais dentes a perder.... não há mais amor para sentir e nem sentido para mudar.... nem vontade para acontecer e nem percepção para perceber que tudo se acabou e foi bom enquanto durou...
Enquanto eu tinha tudo isso em minhas mãos eu não sabia como fazer e hoje que não tenho nada lamento por saber como fazer e não ter.... e agora fecho os olhos.... deixo a lágrima fazer a limpeza antes de dizer adeus.... adeus a tudo que um dia eu poderia ter tido e não tive.... a tudo que eu poderia ter vivido e não vivi. Adeus a possibilidade de ser melhor daqui pra frente e de ter alguém melhor daqui pra frente ao meu lado.

Cilene Rodrigues